domingo, dezembro 11, 2005

Goa: Portugal no coracao

Goa recebeu-nos de bracos abertos no dia 17 de Novembro. A viagem ate ah antiga colonia portuguesa do Oriente foi longa e tortuosa, mas valeu a pena. O postal ilustrado coincide com a realidade e percebe-se facilmente por que eh que este eh um dos destinos preferidos das estrelas de cinema de Bollywood e turistas ocidentais endinheirados: ah sol, palmeiras, aguas paradisiacas e areias branquinhas.
Nos viemos em busca de descanso e encontramo-lo na forma de um por-do-sol magnifico na praia de Palolem. Nao nos faltou sequer a cabana na praia, como nas cancoes romanticas... so nao sabemos se nestas cantigas tambem ah formigas castanhas que picam e casas-de-banho equilibradas em estacas de madeira, ameacando cair a cada passo.
Mas em Goa encontramos tambem uma confortavel sensacao de estarmos em casa de uns primos que nao viamos ha muitos anos mas que nos tratam muito bem. Essa impressao de "calorzinho humano" comecou logo durante a viagem de aviao. Eu e o sexagenario muculmano que se sentou ao meu lado levamos o caminho todo na conversa - em portugues - e ate cantamos em unissono o Hino Nacional, entre gargalhadas e palmadinhas dele no meu braco (o PM dormia, por isso, nao assistiu a este momento unico).
Depois, quando chegamos ao aeroporto, somos surpreendidos por uma enorme quantidade de anuncios e neons com nomes portugueses (ate o casino local tem o luso nome de "Caravela"). A descoberta de Albuquerques, Menezes, Moraes e Sas nas tabuletas das casas comerciais continua ate chegarmos ah Afonso Guesthouse, onde somos recebidos em portugues por uma simpatica senhora. Ja em extase abrimos a porta da casa-de-banho e encontramos um lavatorio limpo. O PM desabafa: "Eh asseio ah portuguesa!"
Passear em Panjim permitiu-nos recuperar forcas e voltar a cair de amores pela India. O casario tipico pintado de cores fortes assinala a epoca colonial e as igrejas catolicas espalhadas por todo o territorio tem a marca dos portugueses.
Eu fui assistir a uma missa dominical rezada na lingua de Camoes e o PM foi ah procura do Padre Lagrange, que ah cinco anos atras o tinha recebido com cha e bolinhos na casa paroquial (mas disseram-nos que o senhor agora esta em Margao, num lar de idosos). Fomos passear a Velha Goa e constatamos que o conjunto formado pela Basilica do Bom Jesus (onde se encontram os restos mortais de S. Francisco de Assis) e a Se Catedral eh mais do que suficiente para converter qualquer agnostico renitente.
E ate tinhamos motivos para agradecer ao divino. Eh que com tantos sitios na India pouco indicados para ficar doente, o PM adoeceu precisamente no unico local onde existia uma Farmacia Salcete com um empregado que nos atendeu em portugues, e onde um Dr. Sa (medico muito respeitado em todo o Bairro das Fontainhas, onde estavamos hospedados) nos abriu a porta de sua casa as 7h30 da manha. Ate parecia que estavamos no Centro de Saude de Alges, com a diferenca que o Dr. Sa estava descalco. [AV]


A seguir: E se desconhecidos te derem os parabens em Cochim? Isso eh... uma imensa felicidade!

2 Comments:

At 10:01 da manhã, Blogger post_it said...

Ni hau amigos!
(Que eh como quem diz: ola amigos, por terras chinesas!)
Jah estamos de volta a Lisboa depois de 17 magnificos dias por terras chinesas! Foi uma viagem fantastica, como concerteza entendem! Foram tantas as sensações que tive e as coisas novas que vi... Resumindo fica um grande ensinamento e a grande mais valia desta viagem: eh muito importante sair de um circuito turistico preparado para europeus e constatar que a Oriente existe outra forma de viver o mundo! Europeus, deixem de olhar para o vosso umbigo :- )
Beijinhos grandes

 
At 3:13 da tarde, Blogger av_pm said...

Ola amiga!
Tens que nos dizer exactamente o percurso que fizeram. Na China so temos planeado ir a Macau e Hong Kong, mas talvez de tempo para mais coisas.
Beijos grandes cheios de saudades,
AV

 

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