sexta-feira, abril 21, 2006

Mekong: a caminho do Camboja

(dia 25 Janeiro). Temos sorte no guia que nos ira acompanhar pelo Mekong ate ao Camboja. Eh Mr. Son novamente. Visitamos aldeias onde se produzem caramelos de coco (compramos um saco cheio de especimes com amendoim, entretanto ja todos comidos) e arroz tufado (processo que inclui areia preta numa serta ao lume, imagine-se), com metodos artesanais mas tecnicas de marketing modernas: compre 5 leve 1 gratis. Passeamos pelo mercado flutuante de Cai Be com as suas canoas cheias de vegetais, flores, animais, ja distante das horas mais agitadas da manha.
O percurso de barco pelos canais ate ao local do almoco relembra os backwaters indianos de Allepey. A vida das pessoas volta a estar intrinsecamente ligada ao rio. O restaurante escolhido para a refeicao eh apresentado como "tipico" mas o servico e a comida parecem demasiado rotineiros, tipo casamenteiro. Depois do repasto, folclore musical por "amadores" com o guia Son a incitar as palmas e a gorjeta no fim (deu o exemplo e tudo...). Soa a falso.
O regresso ah "real life, real people" apregoada por Son da-se num mercado local, ja em terra, malcheiroso mas repleto de cor e movimento. Na longa viagem de autocarro que se segue vemos plantacoes de flores coloridas, arrozais verdes, casas modestas. O derradeiro capitulo maritimo do dia eh a travessia no ferry que nos deixa em Chau Doc. Tempo para jantar hot pot (marisco e vegetais cozinhados em agua/vapor) ah beira do Mekong acompanhados por um batalhao de mosquitos que quase levam a AV a esgotar o stock de repelente.
(dia 26 Janeiro). A visita ah aldeia flutuante eh ponto alto da excursao. As mulheres remadoras que nos transportam sao as mais simpaticas e genuinas que encontramos no Vietname. Os sorrisos sao francos e a boa disposicao generalizada. Nos turistas que nos acompanharao ate ao Camboja esta um frances, casado com uma portuguesa. Fala portugues e a empatia eh imediata com este vizinho que ate conhece Peniche (tem casa perto das Caldas da Rainha). Na aldeia mostram-nos casas flutuantes que funcionam como viveiros de peixe e como se fabrica a massa que os alimenta. Na dificil entrada e saida dos barcos para as casas, um dos Dupont (nome com que baptizamos dois franceses de barba branca que passam os dias a beber cerveja) cai ao rio e eh resgatado a custo pela remadora. Encharcado ate aos ossos, de novo no barco, Dupont tirita de frio. Helas, a maquina fotografica, mesmo apos o banho, continua a funcionar. Nos passamos a desembarcar com redobrado cuidado.
A excursao termina numa aldeia terrena da minoria Cham, menos "turisticamente poluida" do que os exemplos avistados no Laos ou Tailandia. Despedimo-nos do resto do grupo, do guia Son e da nossa simpatica barqueira e respectivo filho (ate nos fez massagens nos ombros) para entrar num barco a motor, juntamente com os nossos campanheiros de viagem ate ao Camboja. O dito "fast boat" leva o contigente atraves de um Mekong mais agreste e que consegue molhar os tripulantes. Ainda no barco, trocamos os ultimos Dong por Riel, moeda da etapa seguinte. Quando atracamos na fronteira apenas temos moedas suficientes para comprar umas fatias de ananas ao simpatico Lam, menino que brinca comigo as massagens (eu tambem lhe faco uma e peco Dongs pelo trabalho) contagiando o riso por todo o grupo. Agora sim, estamos preparados para o Camboja. Acho. [PMM]

2 Comments:

At 4:25 da tarde, Blogger sa.ra said...

Ai amiga, a vossa volta é tão grande... tão rica... caramba!

confesso, às vezes dá-me aquela inveja: "ai, quem me dera... quem me dera poder estar aí... atirar-me no mundo assim!"

e fotos!!!!
já podémos ver!!!
ehehehhe!
beijinhos!
continuação de boa viagem!

 
At 10:02 da manhã, Blogger av_pm said...

Amiga, como tu bem dizes, os milagres acontecem todos os dias... certo? Por isso, quem sabe?
Beijos enormes e obrigada pela forca que me deste para esta aventura![AV]

 

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